domingo, 24 de abril de 2011

Aquele arrepio por todo o corpo. O prazer de te ver, de te ouvir. Depois sentir a ausência, passa por mim como um vento cortante que me acorda a meio da noite. Procuro objectos que me lembrem de ti, tentando fazer com que a saudade desapareça. Ao início do dia o meu ser é desajeitado e inquieto. Tento recordar as horas anteriores, apesar de as querer esquecer. Pois nesses momentos sinto-te comigo.
Vivo de saudades, de ilusões. Até que voltas, ouço a tua gargalhada e fico, de novo, entusiasmado.
Porquê todo aquele sofrimento se, no final, acabas sempre por voltar? Sei, no meu íntimo, que haverá um dia em que não vais aparecer. Eu apenas antecipo.
10/1/21/9

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Primavera

Continuo a lembrar-me daquele dia. Começava a primavera, dois meses antes tinhas-me dito que gostavas de ver as flores a renascer. Eu disse-te: promete que vais ficar aqui, promete que nunca me deixarás mesmo que o amor acabe. Tu acenaste e respondeste: prometo! 
Agora olho para todos os lados à procura de conforto e o que encontro? Um abismo que começa a ficar cada vez mais fundo.
Sussurro o teu nome, grito por ti. Mas não apareces. Sei o que agora é obsessão, foi amor. Um amor sem grande emotividade, um amor despido de ternura. 
Senti saudades tuas, em segundos, por ires fechar uma espécie de estore. 

os nossos porquês

Tem de existir sempre um porquê? Agora acho que não, mas antes... antes estava contigo. Não compreendia a essência da relação. E voltava a perguntar o porquê de ainda continuarmos juntos. O que nos unia era amor? Não! Amizade? Nem sequer isso existia. Então que sentimento nutríamos? Pela minha parte era uma forte insegurança, tu fazias-me sentir desejado, mas sempre foste uma espantosa conhecedora do meu ser, por isso sabias o que me fazia falta para me sentir melhor. Voltei a perguntar, simplesmente, "porquê?".
Agora dizem que foi por isso que acabámos!