Aquele arrepio por todo o corpo. O prazer de te ver, de te ouvir. Depois sentir a ausência, passa por mim como um vento cortante que me acorda a meio da noite. Procuro objectos que me lembrem de ti, tentando fazer com que a saudade desapareça. Ao início do dia o meu ser é desajeitado e inquieto. Tento recordar as horas anteriores, apesar de as querer esquecer. Pois nesses momentos sinto-te comigo.Vivo de saudades, de ilusões. Até que voltas, ouço a tua gargalhada e fico, de novo, entusiasmado.
Porquê todo aquele sofrimento se, no final, acabas sempre por voltar? Sei, no meu íntimo, que haverá um dia em que não vais aparecer. Eu apenas antecipo.
10/1/21/9
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